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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Chamado


Vem, dá-me a tua mão.

Vamos sair por aí de mãos dadas, entrelaçadas,

caminhar pelas praças, achar recônditos recantos,

colher flores pelos campos,

acariciar os animais encontrados pelas estradas,

dar-lhes um pouquinho de atenção.


Vem,dá-me a tua mão.

Vamos juntos ao cinema assistir àquele filme da última sessão,

que deve estar ainda em cartaz.

Comer pipoca doce e salgada fazendo barulho, dando risadas,

e sem olhar para trás.


Vem, dá-me a tua mão.

Vamos viajar por esse universo, sem pressa,

que tal voltarmos à Argentina

pra dançar um tango de Gardel?

Cair nos teus braços, sentir o teu abraço,

perder o fôlego, quem sabe, de tanto rir!


Vem, dá-me a tua mão.

Vamos sair por aí, sem lenço nem documento,

pés descalços, peito aberto, um alegre sorriso,

gritando aos quatro ventos, como disse o poeta,

"navegar é preciso, viver não é preciso."
(pv)

3 comentários:

Anônimo disse...

é... isso tudo e muito mais que ficou nas entrelinhas que li e guardei para mim.

era mesmo disso que eu precisava agora. acreditar que tudo isso pode ser uma verdade.
tal como 1 e 1 serem 3...

belo poema. amei.
beijinhos

piedadevieira disse...

Nas entrelinhas da vida deixamos muitas coisas mesmo, mas sempre aparece um anjo sábio e zás... pega! Que bom!

Valéria Gomes disse...

Podes pegar a minha mão. Iremos em busca de algo mais que nos falta, para a felicidade ser simples e preencher os buracos que deixamos ao longo do caminho.
Muito bom, amiga!!! Obrigada!!!

Beijos no olhar!!!