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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz ano novo!





Li certa vez que o final de ano não termina com coisa alguma, que o final do ano é apenas mais um dia...
E eu quero completar que cada dia seja um novo começo, uma nova chance de aprender, de rir mais, de se preocupar com os outros, de planejar coisas boas, de receber diplomas, de caminhar
por novos caminhos, de plantar e de colher, de realizar sonhos, de ter saúde, de ser feliz, de ter dinheiro para comprar o que quiser, de lutar pelos nossos direitos, de acreditar, de cultivar a alegria e aprender sorrir.
Agradeço a Deus pelas bênçãos que recebi neste ano e que 2010 seja um ano de realizações e vitórias.
FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sempre é Natal!




Todo dia é Natal para aqueles que deixam a porta aberta do coração para Jesus entrar.
O Natal é cada dia que repartimos com alguém nossas alegrias, nossas dores, nossos abraços.
Sempre é Natal quando ouvimos e damos um tempo para o outro que necessita da nossa presença ou do nosso silêncio.
O Natal não pode ser apenas um dia do ano, mas cada dia que vivemos porque Natal é luz, e luz é para ser espalhada no meio de nós.
Natal é amor porque Deus é amor, tem que ser dividido e vivido.
FELIZ NATAL SEMPRE!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sabedoria







Nasrudin, o mestre louco da tradição sufi, passa diante de uma gruta, vê um iogue em plena meditação e pergunta o que ele está buscando.

- Contemplo os animais, e aprendi deles muitas lições que podem transformar a vida de um homem - diz o iogue.

Ensine-me o que sabe. E eu ensinarei o que aprendi, pois um peixe já salvou minha vida - respondeu Nasrudin.

O iogue espanta-se: só um santo pode ter a vida salva por um peixe. E resolve ensinar tudo o que sabe. Quando termina, diz a Nasrudin:

- Agora que já lhe ensinei tudo, ficaria orgulhoso de saber como um peixe salvou sua vida.

- É simples. Eu estava quase morrendo de fome quando o pesquei, e graças a ele pude sobreviver três dias.

MORAL DA HISTÓRIA: " O sábio permanece calado até o momento ( oportuno), mas o leviano e imprudente não espera a ocasião. Aquele que se expande em palavras, prejudica-se a si mesmo..." ( Eclo,20)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Liberdade




A galinha observava o faisão à distância sempre que podia. O pobre animal passava dias seguidos com fome, tinha muita dificuldade de encontrar água e nem sempre achava um lugar confortável onde pudesse dormir.
Certa tarde, a a galinha aproveitou uma oportunidade e resolveu conversar com ele:
-Veja como estou bem. - disse ela para o faisão.
-Tenho um dono que me cuida, um, lugar para beber água quando quero e sempre me colocam milho suficiente para comer com fartura. Por que você não esperimenta levar o meu tipo de vida?



- Porque tudo isso que você descreveu acontece dentro de um galinheiro, prefiro passar por dificuldades em liberdade, a ter o paraíso dentro de uma jaula. - respondeu o faisão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fábulas

A seguir postarei algumas fábulas que servem muito para o tempo em que estamos vivendo. São histórias que trazem sempre um bom ensinamento e deveriam ser lidas e compreendidas por muita gente que vive em palácios de mentiras e enganos.

Esta conta a história de uma raposa e um macaco, ambos são conhecidos pela sua esperteza, aliás bem a calhar para um grupo de pessoas que está nas manchetes dos jornais.



A raposa e o macaco





Os animais decidiram que o rei do grupo seria eleito por aquele que dançasse melhor. Depois de uma grande festa, da qual todos participaram, o macaco recebeu a coroa. Ciumenta, a raposa foi passear pelas redondezas. Ali descobriu uma armadilha intacta, com comida dentro. Mais do que depressa, pegou-a e a trouxe até o grupo:

- Achei este banquete, e me vi na obrigação de entregá-lo ao nosso rei, que terá prioridade sobre tudo.

Sem pensar muito, o macaco botou a mão para pegar a comida e ficou preso na armadilha.







-Você me traiu! - gritou ele.

- Como assim? Eu nem tentei pegar a comida! Mas pelo menos vimos que não estás preparado para o cargo. Um animal inteligente jamais toma uma decisão sem antes pensar muito sobre todas as possibilidades e perigos envolvidos.




sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O amor ao próximo




Como purificamos o mundo? - perguntou um discípulo.
Ibn al-Husayn respondeu:
- Havia um sheik em Damasco chamado Abu Musa al-Qumasi. Todos o honravam por causa de sua sabedoria, mas ninguém sabia se era um homem bom.
Certa tarde, um defeito de construção fez com que desabasse a casa onde vivia com sua mulher. Os vizinhos, desesperados, começaram a cavar as ruínas. Em dado momento, conseguiram localizar a esposa do sheik.
Ela disse:
- Deixem-me. Salvem primeiro o meu marido, que estava sentado mais ou menos ali.
Os vizinhos removeram os destroços no lugar indicado e encontraram o sheik. Este disse:
- Deixem-me. Salvem primeiro a minha mulher, que estava deitada mais ou menos ali.
São atitudes assim que demonstram como purificar o mundo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mais uma história sufi.







A sabedoria


Um velho aproximou-se do grupo reunido em torno de Al-yajihi e ficou escutando o que o sábio ensinava.


No final, comentou com um dos discípulos:


-Eis um homem que tem a sabedoria de Deus. A tarde de hoje ficará marcada para sempre em meu coração.


Animado, o discípulo foi contar para o mestre. Al-yajihi, porém, não deu importância às palavras do velho:


-Toma sempre cuidado com os elogios rápidos. Quem, na primeira tarde, é capaz de ver qualidades que não tens, também rapidamente descobre defeitos que nunca possuíste.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A vaidade




Adoro histórias sufistas pela delicadeza e sabedoria que trazem, por isso postarei sempre algumas delas aqui neste espaço.
Um mestre chamado Nasrudin apareceu certa vez na corte de um grande rei com um magnífico turbante pedindo dinheiro para fazer caridade.
-Você veio me pedir dinheiro e está usando um ornamento muito caro na cabeça.Quanto custou essa peça extraordinária? - perguntou o soberano.
- Quinhentas moedas de ouro - respondeu o sábio sufi.
O ministro sussurrou:
- É mentira. Nenhum turbante custa essa fortuna.
Nasrudin insistiu:
- Não vim aqui só para pedir, vim também para negociar. Paguei tanto dinheiro pelo turbante porque sabia que, em todo o mundo, apenas um soberano seria capaz de comprá-lo por 600 moedas, para que eu pudesse dar o lucro aos pobres.
O sultão, muito lisonjeado, pagou o que Nasrudin pedia. Na saída, o sábio comentou com o ministro:
- Você pode conhecer muito bem o valor de um turbante, mas sou eu quem conhece até onde a vaidade pode levar um homem.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É tempo de panetone

Hoje, não colocarei nenhuma imagem no meu texto em prol ao que foi dito que imagem não fala por si, mesmo diante dos fatos absurdos e vergonhosos que estão aí testificando a sujeira, a corrupcção e a mentira que assolam nosso país.
Duas figuraças caíram no gosto popular, no meu principalmente. Um é o Haroldo, jeitinho carioca, malandro cheio de gírias, copiou? Copiei. O outro é o Pedro,"mineirim disconfiado" lá dos sertões das Gerais, pensa bem antes de falar e diz o que pensa, assim meio devagar com conhecimento de causa. É o meu preferido. Adoro seu jeitinho caipira, deve ser por causa das minhas raízes, meu avô era mineiro, uai!
Os cariocas são mestres para criar piadas, deu na mídia eles já estão inventando, mas as piadas dos mineirinhos são causos, histórias passadas de pai para filho, conversa vai conversa vem e acabam virando folclore.
Mas falando nisso, piada mesmo é o que estão fazendo com nosso dinheiro. Pagamos um alto preço para possuirmos bons hospitais, porém o que temos: filas enormes,péssimo atendimento, médicos que não existem ou nunca estão em seus postos, gente sofrida esperando ou morrendo por falta de vagas. Pagamos um bom preço por escolas de qualidades, no entanto o que encontramos: espaços repletos de alunos e poucos professores que não suportam mais o salariozinho e vivem à cata de outros bicos.
Pagamos grandes impostos para termos energia suficiente, cidades limpas, trânsito tranquilo e moderno, alimentos fresquinhos e acessíveis, enfim uma vida boa e agradável, entretanto enfrentamos apagão, lixo, alimentação cara e violência. Uai, e para onde vai o nosso dinheiro, o dinheiro público desse país?
Haroldo disse que não sabe, Pedro nem desconfia mas arriscou: "Uai, num sei não seu danado, agora ocê me pegou, uai!" Mas eu sei, eu vi e vou contar pra você. O dinheiro público está indo para as cuecas, para as meias, para os bolsos, para as bolsas, para as malas dos governantes mal intencionados, corruptos que nós mesmo escolhemos, não é triste?
Não há o que contestar, está muito claro e evidente, as imagens são deprimentes e escandalosas. Estão roubando o nosso dinheiro cinicamente e vergonhosamente e só o presidente não vê, não sabe.
Diante de tantas roubalheiras, hipocrisias e mentiras nunca antes vistas nesse país, só nos resta pensar mais como o mineirim antes de votar em 2010.
E, preste atenção, povo brasileiro, em vez de pizza vamos comer panetone!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A mentira




A mentira tem pernas curtas
diz o ditado popular.
Minha mãe já me dizia:
filha, mentira não vá contar
diga sempre a verdade
em qualquer tempo e lugar.


Contou-me então sobre um caso
de que sempre ouvira falar.
Havia um certo pastor
que a mentira quis pregar
mandou que todos os ouvintes

estudassem previamente
o capítulo dezessete de S. Marcos.


Conforme o combinado, no dia seguinte
pediu a todos que leram que ficassem de pé
segundo a sua recomendação.
Levantou-se a assembleia numa só afirmação
demonstrando muita fé e comunhão.
O pastor então sabiamente
deu início ao seu sermão:


Filhos amados, minha pregação
veio bem a calhar para vocês
porque o evangelho de São Marcos
vai até o dezesseis.
(pv)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Travessia




Peguei uma canoa
para atravessar o rio
fui buscar a felicidade
que mora do outro lado.
Vou pegar um barco
para atravessar o mar
vou buscar um amor
que deixei do lado de lá.
Pegarei um navio
atravessarei oceanos
buscarei os meus sonhos
qua ainda estão por sonhar.
Nas travessias que faço
sigo firme o meu passo
-disso tenho certeza-
a cada linha que traço
não saio do compasso
pois tenho Deus como guia.
(pv)

domingo, 22 de novembro de 2009

A princesa que não sabia sorrir






Era uma vez um lugar muito distante, mas muito distante mesmo. Ficava pra cima das montanhas, bem perto do horizonte e por isso mesmo se chamava Horizonte Azul. Lá vivia uma princesinha muito bonita chamada Carolina, mas muito, muito triste. Ela era assim: rosto meio oval, olhos verdes e profundos, pele branquinha...branquinha, cabelos longos e macios, boca carnuda e rosada, mas não sorria nunca.


Todas as pessoas daquele lugar viviam muito alegres e já tinham feito de tudo para vê-la sorrir. Da janela do seu castelo, Carolina via as crianças brincarem em volta das casa, via os casais passearem de mãos dadas na pracinha e via também que ninguém brigava nem ficava de mau humor. Também ouvia o som de suas músicas alegres que fazia todos cantarem e dançarem, mas ela ficava triste... cada vez mais triste.


Lá em Horizonte Azul havia muitas flores pelos caminhos, muitos pássaros e árvores bem coloridas, de modo que todos que por ali passavam sentiam uma alegria no ar e eram felizes para sempre, só Carolina não via e nunca sorria.


Um dia, chegou naquele lugar um jovem muito formoso e esperto que percebeu a tristeza da menina e se apaixonou por ela. Resolveu ir até o palácio e conversar com ela. Quem sabe contando todas as suas histórias, falando do seu imenso amor ela não se sentiria mais feliz? Assim fez.


O jovem falou do amor, cantou muitos versos, disse-lhe também de um lugar maravilhoso, onde todos viviam em união ajudando uns aos outros, do valor da oração na família e do agradecimento a Deus por todas as coisas recebidas. Falou das flores que se abriam a cada manhã, dos pássaros que voavam livremente e cantavam lindas melodias. Falou de tantas e tantas coisas fascinantes e com tamanha simplicidade que Carolina sentiu vontade de ir até lá. Mas o jovem lhe disse que ela teria de ir sozinha, ele estaria por perto e lhe deixaria um anel como prova de seu amor e de comprometimento. Todas às vezes que sentisse a sua falta ou precisasse de ajuda bastava tocar no anel levemente e ele voltaria. E assim foi.
A princesinha desceu do seu palácio e chegou lá embaixo onde nunca tinha estado e viu que as coisas eram bem diferentes do seu mundo As pessoas eram alegres e educadas, mas estavam sempre ocupadas nas suas tarefas, não se preocupavam com coisas fúteis nem perdiam tempo, que era precioso, com bobagens. Carolina andou, andou, olhou,olhou e se cansou. Sentiu fome, e para comer tinha que fazer o pão como as outras mulheres. Sentiu sede, mas teria de ir à fonte pegar água. Sentiu sono, mas teve que fazer a sua própria cama. Então, não gostou de ficar ali, quis voltar para a sua janela. Sentiu medo e sentiu-se só. Lembrou-se do anel, ao tocá-lo, imediatamente vieram a sua mente as coisas lindas que o rapaz lhe dissera. Como num passe de mágica, retomou forças e continuou a procurar pelo mundo encantado.
Algum tempo depois já mostrava sinais de cansaço, seus pés sangravam, suas roupas pesavam, tudo lhe incomodava. O tempo passava mais depressa ainda, olhou para o anel, segurou-o e novas lembranças vieram lhe dar ânimo. Ele estava ali a poucos passos tentando alegrá-la, parecia lhe dizer: " Olha, Carolina, um dia vai acabar..."
Num belo dia, Carolina se cansou e voltou para o palácio, de lá avistou um lugar mais longe, um lugar além do Horizonte Azul. Ali é que era, com certeza, o lugar ideal de que lhe falara o rapaz. Mas o tempo já havia passado e só Carolina não percebera. Seus cabelos já tinham embranquecido, suas mãos trêmulas não sentiam como antes. Ah! O anel! Ainda estava lá entre os dedos finos, quase a se perder. Tocou-o mais uma vez, e aquele príncipe surgiu a sua frente, e mais uma vez lhe mostrou as flores, os pássaros, as pessoas :"elas são reais, Carolina!" E contou-lhe mais histórias... e cantou mil versos ainda para lhe fazer sorrir, depois convidou-a para dançar.
Carolina, a princesa que não sorria, ouviu aquela música, olhou pela última vez aquele lugar ao longe, olhou para as flores que se abriam lá embaixo, viu a alegria que bailava no ar, espantou a tristeza dali, estendeu a mão para a alegria, saiu a dançar e ... sorriu...
Dizem que até hoje quem passa por aquelas bandas vê um semblante na janela mais alta daquele castelo com um leve sorriso nos lábios.
(piedadevieira)
MORAL DA HISTÓRIA:
Há pessoas que buscam pela felicidade nos lugares mais longínquos, enquanto ela se encontra bem embaixo dos seus pés.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Labirinto

As luzes se apagam, silêncio no quarto
pensamentos voam, em busca da paz.
Viro-me para a direita
viro à esquerda,
impossível fugir
das desventuras
das ansiedades...
Tantas paredes,
tantas descidas e subidas
nenhuma saída
estou confundida.
Procuro a vida,
os sonhos, os desejos,
não encontro nada
só bocas escancaradas
olhos que faiscam
monstros que atacam.
Não estou em Creta
não quero Teseu.
Fujo, luto, quero cair fora
quero ir embora
desse labirinto.
Ai! que o minotauro das trevas
quase me devora!
Entro no passado,
mas busco o futuro.
Há um vazio nas paredes frias
corredores escuros
quero derrubar os muros
encontrar meu herói.
Já estou sem forças, cansada
no chão, caída
ouço uma voz
finalmente a saída
vou para os braços de Morfeu.
(pv)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ando devagar






















"Ando devagar porque já tive pressa", mas levo comigo, sempre esse sorriso, porque já chorei bastante. Chorei, não somente derramando lágrimas, mas chorei por dentro, senti profundamente ao ver tantas injustiças, de passar por situações desagradáveis, de ver o ser humano se aproveitando das desgraças alheias, das invejas, do ódio e das humilhações. No meu canto, calada, observei como as pessoas agem, acredito eu às vezes até inconscientemente, ultrapassando os direitos de ir e vir sem medir consequências, apenas pelo bel-prazer ou para dizer para si mesmo e para os outros que é o melhor. Quanta ilusão, se a vida é para ser vivida da melhor maneira possível, cada um do seu jeito ou da sua maneira com a parte que lhe couber!Cabe a nós, sim, multiplicar ou dividir, somar ou diminuir de acordo com nossos dons, nossa criatividade, sem entrar no terreno do vizinho e furtar as laranjas do seu pomar porque são mais doces do que as nossas.
Ando devagar, sim, mas consigo chegar ao alvo. E meu alvo é muito simples: é ser feliz. E ser feliz é muito caro às vezes, nem sempre conseguimos pagar o preço de tamanha felicidade. No entanto, não é louvável usurpar dos outros ou invejar ao ponto de destruir. Costumo dizer que não podemos desistir facilmente dos nossos sonhos, mesmo quando são grandes as barreiras ou quando não acontecem no momento exato que esperamos. Um dia, com certeza, vão chegar e aí nossa felicidade será alcançada.
Ter pressa nem sempre é uma boa, já dizia minha mãe que o apressado come cru e nem espera a sobremesa. É uma atitude dos mais jovens que desejam mostrar vitalidade e terminar mais cedo para passar para próxima, mas não sai perfeito muitas das vezes, e há de se fazer de novo. É, eu também já fui apressadinha, hoje penso mais antes de fazer e se não der agora fica pra depois.
Agora, o sorriso é fundamental, não é preciso gargalhar, o que é bem gostoso, mas sorrir faz bem para a alma e principalmente para o corpo. O sorriso é a maquiagem perfeita para toda mulher. Nem precisa de batom, rímel ou cílios postiços, o sorriso formoseia o olhar e o espírito. A pele brilha, não há quem não observe e admire! Chama para ver. A beleza salta aos olhos, contagia.
Isso tudo para mim é ser feliz... então pra que correr?

sábado, 31 de outubro de 2009

No meio do caminho...




No meio do caminho tinha uma pedra...é um banco, e nele está sentado um poeta olhando a simplicidade do mundo que se movimenta à sua frente. Seus olhinhos miúdos, atentos a tudo,ainda conservam aquele quê de poesia e mistério. Seus pensamentos ainda trabalham procurando as palavras, sim,porque as palavras do poeta não morrem, se eternizam. Ele não luta com as palavras, lutar pra quê, se essa luta é vã e se elas brotam como relva fina e macia na mente do poeta? Brincar, sim, isso ele brinca e muito , ele joga com as palavras, cria novas, inventa e reinventa, enriquece-as e as torna mais belas do que já são.
Quando contemplo teu rosto
este amor a contragosto
fermenta de ácido mosto
e no meu rosto de couro
no meu cavername rouco
um dó de mim, um a-gosto
me punge, queima de agosto.
Tinha uma pedra no meio do caminho... mas essa pedra não impedia a passagem de ninguém, pelo contrário, todos que passam por ali admiram e lembram de suas poesias e com elas um pouco de suas vidas. Seus poemas falam de amor, de vida, de infância, de simplicidade pura.
Que pode uma criatura senão
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar,desamar,amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?
Tinha uma pedra... uma pedra no sapato incomoda, é preciso retirá-la. Mas essa pedra não incomoda, não preciso removê-la, basta sentar ao seu lado e sorver um pouco de sua magia , sua poesia. Há aqueles que não se contentam com pouco e levam um pedacinho para casa ou até os óculos do poeta. Que pena!
Casa entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
No meio do caminho tinha uma pedra... pare, contemple, deixe-a onde está. Cante parabéns para o poeta, hoje ele completaria 107 anos de simplicidade.
E agora, José?
a festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

colheita






COLHEITA


Tempo de colheita

lágrimas, sorriso e dor

espinhos do amor.

(pv)



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pingos de amor



Chuva na vidraça

e lamentos da minh'alma

são pingos de amor.
(pv)


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Viver a vida




Se as flores não vê

não sabe viver a vida...

só possui mau-olhado.
(pv)

Chove





Chuva cai lá fora.

Dentro de mim sinfonia

de amor e paixão.
(pv)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Folhas de paz



Momento de paz...

São folhas que caem no outono

do meu coração.
(pv)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vida






Minha vida

assumida

compreendida

comprometida

concorrida

defendida

discutida

envolvida

escolhida

espremida

expressiva

medida

resolvida

sentida

sofrida

vivida

não é perdida.
(pv)

domingo, 18 de outubro de 2009

Todo dia ela faz tudo sempre igual.










Todo dia ela faz tudo sempre igual: levanta às seis horas da manhã, agora no horário de verão não sei como ficará, prepara o café para o maridão, rega as flores da janela, agradece a Deus pelo belo dia ( com chuva ou com sol), leva-o depois até o portão e despedem-se com um beijo com sabor de café.



Assim que ele sai, ela liga a tevê para assistir ao programa preferido e aproveita para fazer alongamentos. Não quer saber de compromissos, relatórios, planejamentos, provas, chefes, ordens...nada disso mais na sua vida, chega de hora marcada! Agora é tudo muito light, uma paradinha aqui outra ali, obrigações e corre-corre nunca mais! Hora marcada mesmo só com novelas. É novela da tarde, das seis, das sete e das oito, tornou-se uma noveleira sem igual. Chora por Serena, ri com o Chico, torce pela Helena. Eta vida boa, meu Deus!



Aí, vem o almoço, é hora de preparar a comidinha. Procura daqui e dali um cardápio apropriado para o dia, diferente, quer agradar... sair do arroz com feijão. Descasca legumes, prepara saladas, faz sucos coloridos, inventa e tenta... só a sobremesa que deixa para o fim de semana, é para não engordar. Ih, a pia está cheia de louças, "por que essa gente come tanto!", pensa ...mas não pára.

Coloca roupa na máquina, atende o telefone, alguém toca a campanhia, corre vai ver quem é - é a vizinha. Não se apressa... mas sente um cheiro estranho...de queimado...é o arroz... Já era.


Assim, Maria vai tocando em frente desde que resolveu pendurar as chuteiras no seu trabalho. Os pessimistas diziam que ela ia ficar depressiva sem ter o que fazer, sentiria muitas saudades. Os otimistas, que não teria tempo para nada, tantas seriam as novidades. Ela não quis nem saber, concordava com uns e sorria para outros.


O que, realmente,estava programado era sair pelas ruas sem lenço, mas com documentos, olhar as vitrines, comprar roupas novas, tomar sorvete, comer brownie, ir ao cinema, viajar por aí, conhecer gente nova, visitar parentes, sair às sextas-feiras para jantar fora, bater papo com amigas que não via há séculos, lembrar dos tempos bons da Faculdade e dos amigos ... e dos risos.


Mas não foi bem assim, Maria conheceu a rotina, companheira cretina que se aproximou de mansinho, sem fazer alardes. Chegou com ares de visita e foi se instalando na sua casa, na sua vida...


Pensando bem, acho que ela está feliz, já se acostumou com essa vidinha, é melhor não falar nada e deixar tudo como está. Ah, ia esquecendo... à noitinha, ela prepara o jantar, lava as louças novamente e vai feliz para o seu ninho de amor. Bom, aí eu não tenho esse direito de contar o que rola. Só sei que toda noite ela faz tudo quase sempre igual.





quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hoje é o nosso dia



Hoje é o dia de quem possui o dom divino de ensinar, de quem incentiva o amadurecer, estimula sonhos e vocações, ajuda a construir um mundo melhor, semeia conhecimentos, cultiva inteligências e colhe no final do seu trabalho a esperança. A esperança de ver sua missão cumprida, a esperança de que outros também a farão, a esperança de um reconhecimento de que seu trabalho não foi em vão. A esperança de ter vontade de continuar...
Hoje é o nosso dia, professor!

Passamos por lutas diversas, colhemos alegrias, às vezes tristezas, decepções, mas não desistimos. Quando olhamos nosso trabalho sério, nossa dedicação ( um desafio constante a cada dia), quando ouvimos um agradecimento, um olhar diferente de que aprendeu a lição, ou apenas um - mestre querido! - sentimo-nos valorizados e deixamos por conta da emoção. E são tantas acumuladas por todos esses anos! E são tantas as lembranças que ficaram que não podemos deixar passar em branco esse dia.
Não vou negar que houve um tempo na minha caminhada que não ligava muito para isso. Dizia que faria meu trabalho e só. Não queria estreitar esse relacionamento, afinal o salário ganho não valia a pena. Ainda bem que passou, o ideal falou mais alto. Investi, estudei, busquei, dediquei-me. Amei o que fiz e o que sabia fazer fiz com amor.
Sei que ocupei um lugar de destaque na vida de muitas pessoas, alegro-me por isso, pois tenho a certeza de que colaborei com um pouco do que tinha, meus saberes. Dividi os meus sonhos, sonhei e ouvi sonhos diferentes, somei-os aos meus.
Não me restringi a dar apenas lições para o intelecto, mas lições para a vida, para tempos longínquos. Ah! como é bom ser lembrada como a professorinha amada! Até hoje recordo-me daquela que apesar de brava e sisuda me deixou tantas recordações - Dona Zilá.
Vamos celebrar nosso dia, afinal nós merecemos, antes que esqueçam por completo que hoje é o DIA DO PROFESSOR.
Para todos nós, dedico esses versos de Drummond:
Não estou vazio
Não estou sozinho
Pois guardo comigo
Algo indescritível.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mario... só... Quintana

As mãos do poeta






Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.




Das utopias
Se as coisas são inatingíveis
Ora... não é motivo para não querê-las
Que tristes os caminhos
Se não fora a presença distante das estrelas.


O adolescente

A vida é tão bela que chega a dar medo.
Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita,
mas
esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para a frente farejando o vento
ao sair; a primeira vez, da gruta.


Medo que ofusca: luz!


Cumplicemente,
As folhas contam-te um segredo
Velho como o mundo:


Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
- vestida apenas com o teu desejo!
Para você, meu sempre poeta Quintana, esta página com carinho.




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"Eu passarinho..."







Todos estes que aí estão


Atravancando o meu caminho


Eles passarão, eu passarinho.











Eu amo esse velhinho, com todo respeito, amo suas poesias, amo suas prosas, amo seu jeito de ser. Como gostaria de ter conhecido pessoalmente esse gaúcho de Alegrete do Rio Grande do Sul!

Mas contento-me com suas prosices e sua poesia porque como ele mesmo diz - " minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo."

Ele diz que é caladão e introspectivo.Ah, meu querido Quintana, como diz coisas belas e sensíveis nesse seu silêncio! Quanta ternura nesse seu olhar... quanto mistério!

Você nasceu para voar, realmente é um pássaro, um passarinho... que pousou para aqueles que nunca tiveram o prazer de conhecê-lo... mas continua voando e cantando para nós que o amamos.
Você disse que "no cemitério não fica nada, o que fica é aquilo que recordam de ti." Com certeza no seu túmulo está escrito: EU NÃO ESTOU AQUI. Seu epitáfio ideal, criado por ele mesmo.
Sua vida é cheia de lições, quem não leu deveria ler um pouco para conhecer um dos maiores poetas brasileiros.
Olha que lição!
A vida é um dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra
oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente...
E, parafraseando Bandeira, dedico-lhe:
Meu Quintana,
os teus cantares não são cantares
- são quintanares - que jamais serão esquecidos
mas eternamente lembrados.


















quinta-feira, 24 de setembro de 2009

DEFININDO...

Meu desejo, ao escrever esta página, é inspirado nos versos de Afonso Romano de Sant'Anna.
"O que te dou é apenas sombra do que queria.
Dou-te prosa, e o desejo era dar-te poesia."





AMIZADE
Amizade que é amizade tem de ser sincera e não ter lugar nem tempo para existir, é para sempre. Definindo-a com esse pensamento de um grande poeta:
"Amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas que nenhuma tempestade consegue arrancar."


ARTE
A literatura é a grande arte. Pode ser prosa ou poesia, a leitura tem o grande poder de nos transportar para além. É a arte de usar a palavra, de mexer com o sentimento, com a imaginação, de criar e inventar, também de imitar, por que não?
ENTREGA
É dedicação sem anulação. Podemos nos entregar ao amor, à arte, ao mundo, ao outro e continuarmos sendo o mesmo eu, sem faltar nenhum pedaço.
ESPERANÇA
Dizem que é a última que morre. É o sopro de ânimo que me faz ir adiante. Se a perdemos estamos realmente mortos.
FELICIDADE
Viver o que sente, o que fala o coração, sentir prazer no que se faz, é viver a felicidade. É coisa muito simples de sentir.
É a certeza daquilo que não vemos, mas sentimos. Minha fé está firmada na rocha, Jesus Cristo.
FILHOS
Meus tesouros que Deus me deu para cuidar de perto, mesmo estando longe. Amo-os, e para eles meu desejo maior - felicidade, sucesso e muito amor.
HERANÇA
O que deixamos , fisicamente e espiritualmente, para todos que nos cercam e nos conhecem.
LEMA
Contar sempre os custos.
MÃE
Pessoa frágil e forte ao nosso lado... sempre.
MEIO AMBIENTE
Faz parte da nossa vida. Preservar é pouco, devemos amá-lo.
MENTIRA
É a irmã invejosa da verdade que está sempre querendo se passar por ela, mas não devem andar juntas nunca. Segundo Quintana, "a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."
NATUREZA
O que Deus criou é perfeito e eterno. É vida, é criação divina. Nossa obrigação é cuidar e amar.
PAÍS
O meu Brasil com suas maravilhas de norte a sul. Quero conhecê-lo mais.
PALAVRA BONITA
Liberdade.
PENSAMENTO
"Caminhante não há caminho, o que importa é caminhar." (Borges)
PROVÉRBIO
"Nunca xingue a mãe do crocodilo, a menos que já tenha atravessado o rio."
SAUDADE
Da minha infância querida, daquelas tardes quentes, dos sanandus carregados de flores, das amigas que lá deixei. "Saudade é ser depois ter."
TEMPO
Tem gente que diz não ter tempo para nada, eu acho sempre o meu. Gosto de viver o tempo presente sem , no entanto, esquecer do passado e me preparar para o futuro.Vejo o tempo como um rio que passa renovando suas águas em busca do oceano imenso, mas se alimenta das águas puras da pequena fonte.
VIDA
É uma paisagem que pintamos dentro de nós. Uns pintam-na com cores fortes, outros com cores pastéis e alguns não pintam nada. Lembrando Ferreira Gullar - "Eu sei que a vida vale a pena, mesmo que o pão seja caro e a liberdade pequena."













terça-feira, 22 de setembro de 2009

Só flores


A primavera é a estação dos risos
Deus fita o mundo com celeste afago,
Tremem as folhas e palpita o lago
Da brisa louca aos amorosos frisos.
Na primavera tudo é viço e gala
Trinam as aves a canção de amores
E doce e bela no tapiz das flores
Melhor perfume a violeta exala.
























Na primavera tudo é riso e festa
Brotam aromas do vergel florido
E o ramo verde de manhã colhido
Enfeita a fronte da aldeã modesta.

















A natureza se desperta rindo
Um hino imenso a criação modula
Canta a calhandra, a juriti arrula
O mar é calmo porque o céu é lindo
Alegre e verde se balança o galho
Suspira a fonte na linguagem meiga
Murmura a brisa:
-Como é linda a veiga!
Responde a rosa:
-Como é doce o orvalho!








Para completar esta maravilha de imagens, as palavras do grande poeta Casimiro de Abreu expressam muito bem o que significa a estação das flores, que se inicia agora do lado de baixo do equador.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Há um rio...

´


Há um rio
que passa atrás do muro da minha casa,
cujas águas turvas e sujas
correm sossegadas.
Coitado, está quase morrendo
já não ouço o seu cantar!


Havia um rio
lá longe, bem distante, na minha cidade natal
que corria entre as pedras
no fundo do meu quintal.
Saudades da minha infância querida
"que os anos não trazem mais",
das brincadeiras nas jangadas,
dos pulos e dos mergulhos
nas águas esverdeadas
do meu rio que passa lá.
Que engraçado!
A minha mãe me dizia
que nas terras onde nasci
um rio vinha e descia
de uma cachoeira de águas finas,
cantava um chuê...chuá
que embalava o meu dormir.
Desse não tenho uma imagem,
nem sei se ainda existe
e não me lembro do seu rumor.
A minha vida é um rio
cujas águas cristalinas
correm e passam cantando
nas subidas e nas descidas
uma história de amor.
(pv)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Adorei o presente!


Adorei o presente, Camila.
Recebi e agradeço com carinho do seu blog http//caixadepandora.blogspot.com .
Os blogs que indico são:
olharesesaberes
caixadepandora
indagaçõesvirtuais
novoprismahorizontal
letradosdenf
helenacarvalhoarte
helenaoak
Sigam as regrinhas abaixo e com certeza valerá a pena.
Exibir a imagem do selo.
Postar o link que te enviou
Indicar os blogs de sua preferência
Avisar os indicados
Conferir se os indicados repassaram os selos e as regras.
Obrigada, Camila, porque vale a pena ficar de olho nesses blogs.

sábado, 5 de setembro de 2009

As rosas


As rosas são vermelhas

as rosas são amarelas

brancas e formosas

as rosas são rosas.

Em alguns países

se comemora o dia das rosas.

Para mim as rosas não têm dia

gosto delas todos os dias.

Eu comemoro as flores com alegria.

Elas são lindas de qualquer cor

e te ofereço esta rosa com muito amor.
(Fernanda Retameiro)

Fernanda Vieira Retameiro tem 8 anos e está descobrindo o mundo da poesia.
Que venham outras, Fernandinha, sempre que sua imaginação quiser, para enfeitar e alegrar esse nosso espaço!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quando setembro vier



Quando setembro vier
eu quero amar
muito mais.

Eu quero voltar ao mar
e lá sepultar
todas as lágrimas que juntei.

Quero renovar as células
da minha pele...
da minh'alma...
deixar de ser amálgama
para ser eu mesma.

Quero sorrir
quando quiser
quero gritar
quero ir, quero voltar
quando setembro vier.

Só não quero
perder minha liberdade
nem essa saudade
que sinto de você.

Como uma linda mulher
quero amar e ser amada
sentir o perfume das flores
colorir-me com suas cores
quando setembro vier.
(pv)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Peeling da alma


Disseram-me assim:
"estás envelhecendo."
Olhei minhas mãos
calejadas
enrugadas
que não estão cansadas
para um aperto de mão.
Meus pés
que outrora
corriam ligeiros
levam meus passos agora
lentos na imensidão.
Meus olhos
já turvos
não vejo tão longe
como antes
concordo, tens razão.
Mas ouço bem
quando vens
ao meu encontro
e de braços abertos
te recebo e te abraço
pois precisas de mim.
Que me importa
se o tempo está passando
e me levando
respondo-te assim.
Resta-me ainda
cheia de vida
uma alma linda
separada
que não se prende a nada
não se esconde
nem vive maquiada.
Uma alma que sente
não se ressente
e nunca envelhece
dentro de mim.
Quem precisa
de um peeling na alma
minha amiga,
certamente é você.
(pv)

domingo, 23 de agosto de 2009

Eu fico...tu ficas...nós ficamos...esperando a banda passar.



E a história se repete...
Ouvimos essa frase, há muitos anos atrás, de um príncipe:...diga ao povo que fico. O príncipe ficou, (afinal era para o bem geral e a felicidade da nação) se casou, teve filhos, mas continuou tudo como estava nessa terra de riquezas varonis. A história acabou, quem quiser que conte outra.
Essa frase ecoou, por muito tempo em nossos ouvidos, como um dia de vitória para o povo sofrido, enganado, roubado, explorado, como se fosse a sua tábua de salvação. Será?
Aprendemos que sim, pelas linhas da História contadas para nós nos bancos escolares.Lendo e acreditando nesse dia que ficou, caminhamos com a história esperando por um herói de verdade saído das entranhas do povo brasileiro, moldado com nosso barro pelas mãos calejadas de algum oleiro do norte ou do sul desse país e que nos libertaria desse engano imoral. Engano, sim, pois somos enganados todos os dias. Somos enganados com promessas, palavras e beijinhos antes das eleições. Depois, com atos e atitudes vergonhosas. Somos roubados com taxas e impostos (imposto e desviado, sabe-se lá para onde!). Somos envergonhados com baixarias, corrupções e extorsões e ninguém nada vê e nem sabe. Enfim, estamos vivendo uma decepção só, uma falta de vergonha, de ética e de decência como nunca vistos nessa nação.
Estamos lendo histórias de fada na vida real com castelos exuberantes, bruxos e lobo mau. Os príncipes, quando não são narigudos que nem Pinóquio, não passam de sapos feios que se arrastam pelo paço com os bolsos e as panças cheias.
Enquanto isso, o povo sofrido continua o mesmo: sem educação, sem saúde, sem moradia, sem esperanças. E ainda ouvimos do sapo-mor que nunca na história desse país se viu coisa igual. Assim temos que dizer: Hare baba! Ninguém merece.
Chega de tantas mentiras, chega de tanta hipocrisia! Estamos indignados com tantas indecisões e decisões tomadas na calada da noite, sob os ruídos e chiados de ratos e camundongos, em prol apenas de alguns desses roedores.
Ah! nobre senador, agora vem o senhor com mais essa lorota nos lembrar, outra vez, dessa data! Aliás, essa frase lhe coube muito bem, vale a pena ver de novo, mas assim um pouco ajeitada: para a felicidade geral da banda podre dessa nação, diga ao povo que fico e daqui não sairei nem tão cedo. Muito feio o seu dia do fico! Fala sério, pelo menos uma vez!
Muito triste para nós brasileiros esse dia, porque vamos às urnas acreditando em homens de verdade, não em amebas, anuros ou roedores. Sou mais o chimpanzé Xico da novela.
Como disse o Cazuza: Brasil, mostra a tua cara...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Com toda lucidez, com certeza

Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual...
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Maluco total
Na loucura real...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez..
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza...
E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza...


Minha homenagem singela para esse grande músico, poeta, filósofo que deixou para nós letras e músicas belíssimas para admirarmos e nos alegrarmos, com certeza.: Raul Seixas

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O teu retrato




Hoje vi teu retrato
(nossa, que gato!)
ali parado
no móvel da sala de jantar
sorrindo para mim.
Ouvi teu chamado
voltei ao passado
e apenas sorri.
Guardo ainda comigo
a tua imagem real
já não eras mais o mesmo
naquele encontro fatal.
Cabelos grisalhos
olhar bem distante
cabisbaixo e sério
andavas ao meu lado
mas não estavas ali.
Palavras não tinhas
apenas mãos frias
distantes, caídas...
Pressenti que era o fim.
Meu Deus, era um adeus
sem gesto, sem nada
nem um riso, um sorriso
nem um grito:
não te amo mais!
Esse novo retrato
(o meu peito rasgado)
sempre o vejo
(que ironia!)
num canto escuro do meu quarto.
Mas por precaução
fecho os olhos de mansinho
para não assustá-lo
(medo de perdê-lo
outra vez)
e, simplesmente com um afago
o apago do meu coração.
(pv)