
Não há que desesperar do homem.
Temos ainda - arca de surpresa - os meninos,
e é proibido antecipar a sorte.
Degustam bem-aventuradamente um naco de melancia,
acomodam-se numa caixa de biscoito, aderem ao carnaval.
Seus olhos profundo indagam: - que fazes por mim?
Não sabemos responder - os meninos continuam,
esperança de todos os dias, e promessa de humanidade.
Drummond
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Ah, meu amado poeta, como sabia das coisas!
Os meninos, nossos meninos estão sendo perseguidos,
maltratados,
injustiçados,
largados,
despreparados,
usados.
Famintos
de comida,
de família,
de amor.
E nós, o que estamos realmente
fazendo por eles?...