
Aos mestres inesquecíveis:
Minha professora inesquecível foi Ana Lucia, professora de Literatura. Culta, educada e simples. Pessoa adorável. Para ela fiz esse poeminha que guardei e republico agora com ternura.
Com ternura
Todos cantam sua musa
Também vou cantar a minha.
Que me perdoem os outros
mestre queridos,
mas essa é a preferida.
Seu nome vou revelar
nestes versos tão singelos,
inda que meio escondido,
não tenho os dons de Quintana,
meu poeta preferido,
nem sou uma drummondiana,
(não tenho essa pretensão)
quero apenas lhe fazer
uma homenagem pequena.
Ana amiga, amada Ana,
No seu olhar há alegria,
A sua voz é sabedoria.
Luz na literatura africana.
Única na espanhola, infantil
Comparada ou portuguesa.
Importante, nessa travessia,
A sua participação!
Metatextual... múltipla, você foi penta.
Oralidade... quantas estórias ouvi!
Realismo... fantástico ou burguês...
A obra de Eça, Borges ou Saramago, eu li.
Em Elegbara e Iauaretê,
Sonhos fantásticos vivi.
Para você, mestra querida
toda minha admiração.
Foi sempre amável, culta e letrada,
Uma dama do saber.
Suas aulas foram uma viagem
inesquecível e com amor.
Da África misteriosa,
de Macondo a Moçambique,
enveredei-me pelos sertões
de Guimarães aos poemas de Bilac.
Li historinhas de fadas e contos orientais.
Mas faltou realizar um sonho.
dar-lhe, como presente,
estes versos, que sinceramente,
luto e insisto em escrever.
Que bobagem! É tão simples...
basta dizer:
muito obrigada, professora querida.
por tudo que aprendi.
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Blogagem coletiva: Ressurreição
Também hoje é dia de blogagem coletiva. Unidas num mesmo espírito, contamos fatos, postamos poesias, lembramos de coisas remotas que nem pensávamos que ainda existiam em nossa memória. Assim é a vida.
Como disse nosso amado Paulo, "prossigamos para o alvo..." "para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos."
Falar de ressurreição é relacionar com eternidade. É lembrar que nós, seres humanos, somos feitos de matéria deste mundo e de um corpo incorruptível, do qual nos fala as Escrituras Sagradas.
Para ilustrar essa verdade cito Goethe:
Duas almas habitam em meu peito,
e querem trilhar sendas em tudo opostas;
Uma se aferra ao mundo físico e à matéria,
com o ardor da mais feroz paixão;
A outra, eleva-se com força dessas emanações,
remontando ás alturas de sua excelsa origem.
Às amigas desse evento, meu obrigada e que continuemos nesse mesmo amor.
Piedade Vieira